quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Linhas cruzadas

Existem coisas que acontecem na vida e a gente pensa: isso parece coisa de filme! Coisas engraçadas, coincidências, aquela frase que um amigo diz, detalhes bizarros. Já aconteceu com você? Bem, comigo já.

Por exemplo, lá em casa a gente costumava brincar sobre o fato do número 5 sempre estar presente em todos os endereços nos quais moramos (e não foram poucos, hein). Em São Luís, no Maranhão, moramos no número 5b. No interior de Minas, o número da nossa casa era 155. Em Belo Horizonte, meu pai teve um apartamento durante muitos anos, e o número dele também tinha 5. A casa onde meus avós maternos moraram no final da vida, e que era do meu pai, era de número 50. Os meus pais moram há muitos anos numa casa de número 54. A rua? Hoje em dia ela já tem nome, mas é a antiga rua 55. E agora meu pai trabalha numa outra cidade do interior de MG, e o número do apartamento que ele alugou é... 1105!

E, por falar em São Luis, quando moramos lá da segunda vez, entre 1990 e 1991, aconteceu uma coisa muito esquisita. Nós moramos numa casa alugada, que pertencia a um médico. E essa casa era bem esquisitinha. Pra começar, ficava atrás de um hospício. De vez em quando passava um maluco correndo pelado na nossa rua. A gente tinha até um maluco de estimação, que apelidamos de Joe - tinha até um copinho separado pra dar café pra ele, afinal minha mãe não teve coragem de lavar o copo e usar lá em casa depois que ele o usou pela primeira vez. Bem, mas eu estava falando da casa. Além de ser medonha e cheia de baratas (ew!), um belo dia pegamos o telefone e começamos a ouvir duas mulheres simplesmente tagarelando na nossa linha. Falamos praquelas duas desocupadas saírem do nosso telefone, mas elas não podiam ouvir a gente. Tá. Então o que você faz quando tem duas pessoas conversando no seu telefone e elas não sabem que você pode escutá-las? Você ouve a conversa, lógico! O papo estava meio monótono, as duas falando mal de algum médico que trabalhava na mesma clínica que elas... Opa, pára tudo: médico? Ei... elas estavam falando mal do dono da casa onde a gente morava! Tipo, eu não sei o que era mais bizarro: essa possível coincidência super incrível ou o pensamento de que, em outros tempos, o tal doutor tivesse uma central de escutas em casa para saber o que seus funcionários falavam dele (só coisa cabeluda, gente) e essa "linha cruzada" era uma resquício dessa época. Eu, hein! Só sei que de repente eu me senti numa novela mexicana, ou num filme de espionagem, o que dá praticamente no mesmo.

Querem ler outra história de coincidências? Quando eu trabalhava no setor de assinaturas da Orquestra Sinfônica Brasileira, eu conheci uma assinante chamada Junia. Ok, não é assim tããão difícil achar alguém com o mesmo nome [incomum] que eu. Só que essa moça tinha também um dos meus sobrenomes, fazia aniversário no mesmo dia que eu, era a caçula de quatro irmãos e a irmã mais velha dela se chamava Cristina. Tudo igualzinho a mim! As coincidências pararam por aí, mas foi um momento realmente bizarro enquanto fomos descobrindo essas coisas!

Agora, essa próxima merecia estar num filme de suspense. O meu pai até hoje tem um negócio em São Luis, uma loja em sociedade com um amigo dele. Esse amigo hoje mora lá e cuida da loja, e o meu pai vai de tempos em tempos para ver como estão as coisas.Certa vez o meu pai chegou à capital maranhense depois de passar uns 3 anos sem ir até lá. Ele se hospedou no mesmo hotel de sempre... mas lembrem-se que a última vez tinha sido três anos antes! Bem, ao chegar à recepção, meu pai foi calorosamente saudado pelo recepcionista do hotel: "Sr. Artur Beltrano de Sicrano! É um prazer revê-lo!" O nome que coloquei aqui foi fictício, mas o cara lembrou do nome completo do meu pai, só de olhar pra ele! Tipo, eu não sei se aquele era o Hotel California, se o cara era muito bom fisionomista (e ótimo pra decorar nomes) ou o quê, mas se eu fosse meu pai e assistisse alguma coisa além de faroeste, eu teria ficado um pouquinho preocupada com esse recepcionista esquisito!

E, para fechar, algo que não foi coincidência nem propriamente bizarro, mas foi engraçado e surreal. Vou colar aqui uma conversa muito engraçada que tive com um amigo meu pelo msn, o Clark. Ele estava chateado porque tinha quebrado o MacBook Air dele. Eu "briguei" com ele, porque ele tinha mania de deixar os laptops dele em braços de sofá, mas não foi isso que aconteceu. Bem, vejam na imagem (clique para ver maior):


Eu morri de rir, e de repente me senti amiga do Doc do De Volta Para o Futuro, explicando algo sobre o capacitor de fluxo!

16 comentários:

Liviavaz disse...

O meu pai conta que uma vez ligou pra casa da vó e um Serginho atendeu. Meu pai entao pediu pra falar com a Roseny. A tal Roseny atendeu e meu pai começou a falar...
Quando ele terminou a mulher nao tinham entendido nada.
No fim da história, ele tinham discado errado e coincidiu de ter um Serginho e uma Roseny na tal casa.

'mousn'

Anne disse...

Eu lembro dessa casa (a única coisa legal era aquele banheiro enorme com jardim de inverno!) e que de vez em quando apareciam objetos no nosso quintal que a gente não sabia como ia parar lá. O muro do hospício era enorme e não tinha nem janelas nem portas, como essas coisas apareciam lá em casa, eu não faço a menor idéia. Aquela casa era sinistra!!!


cogic

Morpheu disse...

Que coincidencia meu amor,
voce tem agora o mesmo sobrenome que eu =P

Amo vc


"lesopet"

Nádia disse...

Sinistro é pouco!!
Eu lembro do vulto de madrugada na rede da saleta do nosso quarto!!
Lembro de ter medo de ir nos quartinhos do fundo e na lavanderia depois de certa hora da noite!!
Lembro da sensação de ser observada!!

Ahhhh e lembro do Joe!!! O nome dele foi pq no começo a gente chamava ele de "Doido", mas pronunciando "joido", q depois virou Joe! hehehehehe
E ele era estranho, mas era gente boa... lembra q a gente queria cortar o cabelo dele e dar banho e depois disso ele nunca mais apareceu lá em casa??!?! hahahaha

Agora, vc lembra daquela mulher q passou pelo nosso portão, foi pelo corredor lateral até o jardinzinho q fica do lado daquela segunda sala, abaixou e fez xixi?!?!? kkkkkkkkkkkkk Só tinha maluco lá...bons tempos!!

Agora, a pergunta q não quer calar: "GERAR HIDROGÊNIO"?!?!?!?! OMG oO

Bjãooooooooooo

jennu

Junia disse...

É verdade, eu tinha esquecido da maluca que fez xixi no nosso jardim!!!

E eu também vi coisas estranhas, como um par de botas militares no quarto uma vez... eu hein!

Ana Elisa disse...

Nossa, que casa é essa?
rs

Sobre coincidências, eu tenho três amigas (que também são amigas "entre si") chamadas Julia, cujas mães se chamam Sônia! E não para por aí: de uma maneira ou de outra, os pais delas se conheciam ANTES delas irem estudar na mesma escola, ou estudaram juntos na faculdade ou trabalhavam na UFF.
Já minha mãe tem uma história mais "profunda": o pai de uma amiga de trabalho da minha mãe era militar e escondeu, durante a ditadura, um militante político que provavelmente era procurado pela ditadura. Ele conseguiu que esse rapaz fosse para o Maranhão escondido num navio e a vida seguiu. Essa amiga da minha mãe tinha uma filha e essa filha conheceu um médico, se apaixonou, casou com apenas 19 anos e foi morar no Maranhão, terra natal dele. Acontece que o tal médico dos sonhos se revelou um homem completamente diferente, batia nela, tinha amantes e, como ele era de uma família de coronéis, ela, nos inícios dos anos 80, não tinha muito o que fazer. Um dia, ela encontrou com o tal rapaz (que não já não era tão rapaz) que o avô havia ajudado e acabou contando a história dela, que ela queria fugir mas não tinha como, que ela tinha medo dele e tal (detalhe: ela já tinha uma filha de dois anos). Ele resolveu ajudá-la e, depois de um dia inteiro escondida numa kombi com a criança rodando por São Luís, passagens compradas para horários diferentes e uma bolsa com uma muda de roupa, ela embarcou para o RJ. No embarque, qundo ela agradeceu, ele respondeu: "De nada, a minha dívida com seu avô está paga."

Erika Carlson disse...

Eu tenho uma bizarrinha. Ha alguns anos atras, quando a gente ainda tinha telefonefixo em casa, altas horas da madruga liga um sujeito la pra casa, dizendo que se chama Steve(Dave tem um irmao com o mesmo nome)e procurando por Dave. Eu, meio dormindo meio acordada perguntei - Quem, Steve?- e ele respondeu - Sim, sou o irmao dele. Passei o telefone pro Dave e qdo eles comecaram a conversar. Ai no meio da conversa Dave para e diz - Perai steve, do que vc esta falando???

Pois foi qdo ele percebeu que esse tal de Steve NAO era o irmao dele, e que o Dave que ele procurava NAO era o meu Dave!!!
*** Direto do Twilight Zone***

Anne disse...

Gente eu não lembro da mulher fazendo xixi!!! Por onde eu andava???


chmide

Junia disse...

Ana, muito legal essa história da amiga da sua mãe!!!! E logo em São Luis, rs.

Erika, pior foi ser acordada de madrugada né? hehehe

Anne, boa pergunta. Mas a Nádia tbm não lembrava do telefonema. Eu lembro bem, lembro até da voz de uma das mulheres. Acho que foi porque eu que peguei o telefone e ouvi...

Kelzi disse...

eu tava até pensando em histórias de coincidências p/ por aki... tipo tinha uma amiga q/ nossas ma~es tinham nomes, profissão, idade, etc iguais...
mas o coment da nádia me chamou atenção
"Só tinha maluco lá...bons tempos!!"

bons tempos c/ malucos?? vai entender...

as palavras estranhas na assinatura me chamaram atenção... vamos ver se acerto:

gicap

Debby disse...

Chorei de rir lendo a história do Joe e do copo que a sua mãe não deixou mais vcs usarem, kkk!
Que casa mais sinistra! oO

=*

abilli

Debby disse...

Ah, voltei por causa da conversa com o Clark! Ele é muito criança feliz gente, morri de rir na temporada que passei na ksa dele com a Amy, hauhuhau!Ele é uma figura!

Psongly

Junia disse...

O Clark realmente é uma figura. Peça única.

Cris disse...

Eu não lembro de bota, de coisas jogadas no chão, muito menos de mulher fazendo xixi naquela casa sinistresima. Só lembro mesmo do Joe, que era muito inteligente.

Eline disse...

É tanta coisa pra comentar...

Adorei ler sobre as coincidências...
Algumas dessas histórias eu conhecia, como a do louco, da bota de militar... Jesus! Ainda bem que nunca fui visitar vocês lá, pq sou uma medrosa hahahaha.

Adoro essas histórias doidas e bizarras assim, ao mesmo tempo.
Muito 10!!!

Bjuuuu!
Agora fui mesmo, hein! Inté!!!
I'll be back!

'pliester'

Amy disse...

hahahah eu lembro dessa conversa, Junia... minha pessoinha viu.. soh ele pra fazer isso... e agora ele esta com o mak de volta, e ele tem nome: Nilton (sim.. Isac Nilton...) Nilton, maça, maça, Nilton.. entendeu? entendeu?