terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um menino em uma poltrona

Post #3 da Semana C.S. Lewis

O texto de hoje não é meu. Ele foi escrito pela Natalia Guerra, uma narniana de 17 anos com uma imaginação privilegiada. Ela mantém um blog muito legal junto com seu amigo Luiz, e foi lá que este texto foi publicado originalmente. Divirtam-se!


Um menino em uma poltrona

Era uma vez um pequeno menino chamado Clive. Certa vez, quando parou de brincar, foi se sentar na poltrona do pai. Uma poltrona alta e macia. Macia até demais, pois, quando ele se sentou, começou a afundar e afundar até que... PUF! caiu. "Aqui no fundo da poltrona é muito grande!", pensou. Logo seus olhos se acostumaram com a forte luz que surgira e ele percebeu que estava em um bosque.

- Que lugar é esse?! - Sem esperar resposta, foi se levantando para conhecer as redondezas.

- Eu chamo de Nárnia - Foi o que uma voz grave e poderosa respondeu.

O susto, e talvez o atordoamento da viagem, fizeram Clive cair instantaneamente. Virou-se em direção à voz e se deparou com um leão imenso. Aliás, não era um simples leão, era um glorioso e louvável leão. O menino percebeu claramente que o animal era dono de tudo aquilo e que deveria lhe obedecer. O Leão voltou a falar:

- Por aqui, gostam de me chamar de Aslam. Eu o conheço, Clive. E permiti que viesse para cá porque, mesmo que ainda nem saiba ler, sei que escreverá muito bem. E precisava conhecer um mundo novo, para poder escrever. Nárnia é meu mundo mais recente. Há poucas horas, as primeiras crianças, Digory e Polly, foram embora. Eu o escolhi para ser a criança que mais tempo passará em Nárnia.

E o tempo em Nárnia passou. Clive crescia e conhecia todos os moradores, como também todos os domínios narnianos. Então Aslam veio lhe visitar novamente.

- Meu filho Clive, você ainda não está pronto para voltar para casa. Precisa conhecer os sentimentos sublimes, como o amor e a paz. Por isso, a partir de agora, a cada ano você irá presentear os animais e as crianças de Nárnia. Em um só dia, distribuirá presentes para todos. Não se preocupe, pedi a algumas renas que lhe ajudassem.

Ele fez o que Aslam ordenou, por séculos. Ainda nas primeiras décadas, como era visível que envelhecia, passou a ser carinhosamente conhecido como "Papai Natal", ou simplesmente Noel.
Entre uma entrega e outra, Clive conheceu crianças vindas de seu mundo. Para algumas, deu armas ou poções, pois sabia que deveria prepará-las para as lutas. E as viu se tornarem incríveis reis e rainhas.

Clive viveu em Nárnia até o reinado de Tirian, o último monarca. Foi quando Aslam lhe foi buscar. Conversaram por longas horas e o Leão lhe contou que o fim de Nárnia estava próximo, lhe revelando como tudo aconteceria.

Agora Clive estava sentado de volta na macia poltrona de seu pai. Ainda estava atordoado. "Como Nárnia pode acabar?". Ele ainda não sabia nem ao menos ler ou escrever, mas sabia que haveria uma Nárnia ainda melhor, e eterna.

O menino cresceu, mas nunca se esqueceu de Aslam. E resolveu continuar sua missão. Agora não contava com a ajuda das renas, mas sabia exatamente como presentear as crianças. Começou a escrever.


*****

Agradeço à Natalia por ter permitido a postagem deste texto aqui.

O site da Sociedade Brasileira C.S. Lewis também está celebrando a Semana C.S. Lewis. Acompanhem clicando aqui.

8 comentários:

Paulo Matheus S. S. disse...

Também postei esse no meu blog. ^^

Ficou muito bom!

Anne disse...

muito legal, ela é boa contadora de histórias...



sions

Mima disse...

Esses posts do seu blog tao mtooo legais ^^

Morpheu disse...

Ficou legalzinho o texto da Natalia...

"sthsopp"
"seouta"

Caetano disse...

heh, a Natalia leva jeito pra coisa.
(dá até vontade de encher o peito e dizer que ela é minha aluna... xD)

Natália disse...

Obrigada pelo espaço e por lembrar de mim, Junia ^^
E obrigada pelos comentários, povinho *-*

Liviavaz disse...

Belo texto!

'tring'

Lore Heinz disse...

Nossa, foi lindo isso, me emocionou